rolapapo

09 Novembro 2006

E QUEM DISSE QUE EU QUERO TRABALHAR?

Danuza Leão - Crônica de domingo 5.11, na Folha de São Paulo

Carta a d. Marisa

D. MARISA, a senhora deve estar muito feliz; seu maridoganhou as eleições, e será presidente por mais quatro anos. Parabéns.Imagino que quando ele foi eleito pela primeira vez, deveter sido difícil para a senhora; seria para qualquer mulher. Se habituar auma nova vida, ter que fazer coisas em que nunca pensou; por outro lado, nãopoder mais fazer um monte de coisas às quais estava habituada, ter queobedecer ao protocolo, andar cercada por seguranças, não poder entrar numshopping -a senhora deve ser louca por um shopping, não?- e tendo que teruma vida privada quase secreta, já que a imprensa está sempre de olho. De olho para falar da cor do esmalte de suas unhas, dopenteado, do botox que botou -ou não-, e correndo sempre o risco de alguémde sua intimidade ser indiscreta e contar o que a senhora come no café damanhã, se faz dieta, se fuma, enfim, todas essas coisas que qualquer mulhertem liberdade para fazer, menos a primeira-dama. Devem ter sido quatro anos difíceis, mas já passaram. Agora a senhora tem mais quatro pela frente; quais são seusplanos? Não seria hora de fazer alguma coisa além de ficar sentadanaquela cadeirinha, nas cerimônias oficiais, enquanto seu marido discursa?Ah, d. Marisa, esse país é cheio de problemas, e a senhora poderia ajudar emalguma coisa. Já existe o Bolsa Família e o Fome Zero, mas ainda há muitacoisa a ser feita. Não digo que a senhora seja a mulher mais poderosa do país,mas é casada com o homem mais poderoso, por isso pode decidir fazer o quequiser, e terá toda a ajuda de que precisar. Ajuda financeira, e ajuda decentenas de mulheres que adorariam colaborar com qualquer coisa que asenhora inventasse fazer. Capacidade a senhora tem: não me esqueço de um programa detelevisão onde a vi fazendo sanduíches para vender nas assembléias demetalúrgicos, anos antes de sonhar onde iria chegar. Esse tipo de coisa a senhora não precisa mais fazer, masexistem outras que não seriam nenhum sacrifício, e que poderiam fazê-la atémuito feliz por estar ajudando o governo de seu marido. Porque botar umacamiseta, sorrir e aplaudir, convenhamos, é muito pouco. Fazer o quê? Não falta quem lhe diga. Seu marido tem ummonte de assessores, todos prontos para ter 50 idéias geniais para que asenhora faça alguma coisa que melhore a vida de quem precisa. A senhora éforte, decidida, e não tem sentido passar mais quatro anos trocando deterninho para acompanhar o presidente nas viagens, sorrindo para osfotógrafos, não dizer nada sobre assunto algum, e não fazer rigorosamentenada. Não que a senhora tenha obrigação, mas seria bacana termosuma primeira-dama engajada em algum projeto social, fosse ele qual fosse. Mas se a senhora quiser continuar a viver a vidinha que vivehá quatro anos, poderia pelo menos - pela imagem, d. Marisa, pela imagem -visitar às vezes um hospital público (sem avisar, para ver a fila na porta),uma creche, uma escola, para mostrar que se interessa pelos maisnecessitados, e que seus próximos quatro anos não serão mais apenas umasférias passadas entre o Alvorada e a Granja do Torto, além de viajar pelomundo no seu luxuoso jatinho. Pense nisso, d. Marisa. Pegaria muito bem. danuza.leao@ uol.com.br





Danuza Leão, sugeriu em seu artigo que a Sra Marisa, esposa do Presidente da República,faça alguma coisa, que outros se aproveitem, sem ser a mesma vidinha pacata e improdutiva de viajar pelo mundo afora ao lado do seu marido.

Lembro certa vez que falei para uma parente que a faculdade estava procurando professora na área em que ela atuava, e que ela poderia se candidatar, quando ouvi a "fina"resposta:

E QUEM DISSE QUE EU QUERO TRABALHAR?

Por ai , Sra Danuza, pode ver a mentalidade de certas pessoas, sem se esquecer que a nobreza nem tinha o hábito de escrever (sendo que havia os escribas do Rei) pq afinal de contas, escrever era considerado "trabalho" e nada digno dos nobres que precisavam se ocupar o dia todo em não fazer nada. Afinal de contas, quem sempre sustentou a nobreza, foi o proletariado e a plebe ignara.

A sra se esqueceu disso, Danuza?


Carmen

08 Novembro 2006

A certeza da punição

Hoje entrei no blog do Thallis (www.thalisvalle.com) e deixei um "recadinho" lá.

Como fiquei o dia inteiro pesquisando, digitando, indo e voltando em sites, me sinto um pó de rabiola para escrever sobre um projeto de lei que regulamenta (ou regula??? hahaha) a entrada de todos na internet, então tomei emprestado um pedaço do artigo do Thalllis, porém, esclareço que a fonte foi o site do Thallis, já acima mencionado.

Disse o Thallis:

"Viche! Um boato verdadeiro… “A Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará, na quarta-feira (8/11), um projeto de lei que obriga a identificação dos usuários da internet antes de iniciarem qualquer operação que envolva interatividade, como envio de e-mails, conversas em salas de bate-papo, criação de blogs, captura de dados (como baixar músicas, filmes, imagens), entre outros”. Sacou?
O senador Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas Gerais, quer burocratizar a internet brasileira obrigando a identificação dos usuários que se conectam à rede. Ou seja, você que usa a internet para realizar pesquisas, enviar e-mails, trabalhar, navegar pelo orkut e se comunicar com amigos pelo MSN, terá que aceitar (se o projeto for aprovado) todas as condições. Oh! Mãos pro alto mermão, passa o teu RG aí!"


Alguém citou Sartre que disse:"Queremos a liberdade pela liberdade e através de cada circunstância particular. E, ao queremos a liberdade, descobrimos que ela depende inteiramente da liberdade dos outros, e que a liberdade dos outros depende da nossa.”


Deixei o meu delicado "recadinho", que parece que tem pretensões explícitas de ser um tratado, mas ai vai, para aproveitar para meu blog não ficar capenga hoje, porque já esstou atendo os pinos....

Thallis,
Obrigada pela sua visita

Somente hoje vim até seu blog e posso dizer que ele é muito...diria..chic...o Jânio já sabe que eu não sei absolutamente nada do que tem em um blog, mas um dia, quem sabe, eu aprendo . Apesar de já ter me prometido que “além do que eu sei, não quero aprender mais nada”. É muita coisa para uma cabeça só.

Nessa coisa de me preocupar muito, corro o risco de fritar meus miolos.

Sobre o assunto em pauta aqui, eu diria que o pior da liberdade dos outros depender da nossa, é nossa liberdade depender dos outros.

Não vejo isso como uma solução boa, pois a lei é clara quando diz que nenhuma pena passará da pessoa do condenado (artigo 5º, XLV, CF/88), além do que a lei existe para normatizar comportamentos e não somente para coação(constrangimento físico ou moral ) aleatória .
E este é um dos preceitos mandamentais coerentes na nossa Carta Magna, pois você já pensou em uma família que haja um bandido, na sentença, estar incluída a mãe, o pai, os irmãos?
Se bem que certas mães deveriam ter amarrado o tamanco nove meses antes de alguns crápulas terem nascido!!

Então, por qual razão, os que são corretos, que não andam à margem da lei, deverão ser identificados, seria talvez como uma coação para que não soçobrem à gula de cometer atos criminosos na internet??

Eu vislumbro isso como o Grande Irmão. Não que as pessoas sejam criminosas em sua essência e que sempre estarão arriscadas a resvalar para a maldade e a má conduta, mas a invasão de privacidade começa quando você é policiado em seu mais intimo desejo, no seu subjetivo.


Quando você precisa deixar de fazer algo, que não sendo ilegal, que não esteja afrontando os direitos de outros, para satisfazer algum tipo de norma absurda, os seus direitos estarão sendo aviltados.

Veja: há algum tempo, um abestalhado entrou armado, em um cinema de shopping, no horário do filme e, para a sua satisfação (porque é um celerado), metralhou as pessoas que ali estavam, causando mortes, ferimentos e posterior desgraça em muitas famílias.

Se, por conta disso, outro abestalhado fizer proposta de lei, para que não se entre em cinema do shopping, em plena sessão já iniciada, pois há risco de haver tiroteio, o que você me diria? Que o direito do outro depende do seu e o seu direito do direito do outro?

Em relação aos que entram na rede da internet para causar danos e infringir a lei, deve haver outro meio de cerceamento, do que aplicar o mesmo peso e a mesma medida, para aqueles que entram na rede sem propósitos escusos.

Seria entender que todos entram na internet armados de metralhadora para ferir e matar.

Como ensinou César Beccaria devemos continuar a acreditar que “o que inibe o crime não é o tamanho da pena,. mas a certeza da punição”

Abraços

Carmen Rita

06 Novembro 2006

Eu não suporto merchandising na tv

Existe algo pior do que merchandising bem na nossa cara??


Antigamente, os comerciais, ditos merchandising eram mais disfarçados. Era até engraçado quando se via algo no meio da novela, às vezes de filmes,porém em programas ao vivo NUNCA!

Eu me sinto uma tonta, quando alguém está fazendo alguma entrevista e pára no meio do caminho e vai lá no camaradinha que tem uma idéia sensacional para voce fazer: usar uma bermuda de sei lá o que, fazer implante de dentes em toda a boca (como se esse procedimento fosse ao alcance de qualquer pobre mortal...) , ligar para a farmácia para pedir o "seu "remédio.

A conversa pode ser sobre esterilidade do seu cão, a fratura da tíbia do seu filho, como se pode ter uma vida sem stress..não adianta - o (a) camarada levanta e, demonstrando explicitamente que não estava dando bulhufas para o que estava sendo dito, vai faturar o cachezinho que engorda o que ganha ali.

E, o que eu não suporto mesmo é ser chamada de "amiguinha", "bonitinha", "colega" e por ai vai...

Ui ...tem algo pior do que ser colega de alguém? Se voce não tem amigos, que não tenha colegas!

Colega é aquela pessoa que a empregada vem contar que está tendo um problema (nunca é ela), mas nunca chega a ser a amiga.



"é que o namorado da colega foi preso" , "a colega está grávida e não sabe de quem é"


Já pensou se no seu trabalho alguém vira para voce e diz: "amiguinha"passa esse relatório para o chefe? " O que voce pode pensar? Que ela está, certamente, lhe jogando numa enrascada!

Ou quando voce vai em uma loja e a balconista vira e diz para voce: "colega, essa cor é linda e vai estar combinado com o seu cabelo"

Eu normalmente fico paralizada! Odeiiiiiiiiiiiiiio que me chamem de colega. Não sou colega de ninguém!

Colega me soa um bicho traiçoeiro...

E ai... quando voce está cansada e quer ver algo interessante (bem feito! quem mandou ligar a tv!!) logo chega alguém lhe chamando de colega amiguinha e quer que voce compre muito remédio, use uma bermuda de borracha de pneu de caminhão para amaciar a celulite, indica para sua família uma viagem para a Toca do Pinguim...

E raiva de ser tomada por uma idiota vai aumentado a ponto de voce ver o tempo passar, simplesmente mudando de canal , para, ao final comprovar que a maioria dos programas na tv, consideram o expectador um perfeito onagro.

Talvez eles não saibam que a propaganda "sutil" enche o pacová de todo mundo, porém ainda continuam se achando os reis de audiencia, pensando que as bonitinhas, amiguinhas, colegas e outras idiotices sejam elogios e que, com esse tratamento, as pessoas se sintam íntimas e super próximas do dono do programa.

Como começou

Comecei a ficar com idéia de escrever em um blog, quando procurei sobre sibutramina em site de busca. Encontrei o site do Janio e gostei daquela história de todos os dias ver o que tinha de novo e quem havia entrado ali.

Cada um deixava suas considerações, que não são poucas, principalmente eu que comecei a abusar do blog do Janio.

Parece até que se fica aguardando para ver se a pessoa volta a escrever, se aparece outra, coisas desse tipo.

Bem. A história da sibutramina é para saber quem está tomando, como reflete o uso na pessoa, se está emagrecendo ..essas pequenas curiosidades.

Eu comecei a tomar há um mes e me sinto bem melhor, em relação à ansiedade. Dá para começar a tomar consciencia sobre o que se come, como se come e o por que de comer.

Se ficar ligado no assunto, passa a ser um passatempo, perceber como está reagindo com o remédio.

Não tive tontura, nem insonia, nem cai na rua, nada, nadica....

Tenho mesmo a vontade de emagrecer um pouco e parar com a ansiedade louca que me faz comer feito uma loba parida (em tese ela come mais pq tem que amamentar..)

Bem..aqui vou eu, no início do blog, para ver se consigo escrever alguma coisa que presta e que tenha validade e valor para alguém.

Abraços.